domingo, 11 de janeiro de 2026
Enquadramento e Justificação da Casa de Sanoane de Cima
PatrimonialLocalizada no Lugar da Portela, na aldeia de Bucos, a Casa de Sanoane de Cima constitui um significativo testemunho do património edificado rural, refletindo a história, a identidade e os modos de vida da comunidade local ao longo de várias gerações.
A edificação apresenta características arquitetónicas tradicionais, preservando técnicas construtivas vernaculares e uma organização funcional associada à vivência agrícola e doméstica.
O conjunto patrimonial é enriquecido pela presença de elementos estruturantes da paisagem rural, nomeadamente a eira, o cruzeiro, o canastro e as árvores centenárias, que, em conjunto, documentam práticas ancestrais, saberes transmitidos entre gerações e uma relação profunda e sustentável com o território.
A Casa de Sanoane de Cima assume, assim, um valor histórico, arquitetónico, etnográfico e simbólico, constituindo um marco identitário da aldeia de Bucos e da sua memória coletiva.
Mais do que um imóvel isolado, trata-se de um espaço de vivências humanas contínuas, onde se cruzam história, natureza e cultura, preservando valores patrimoniais que conferem significado ao passado e relevância ao presente, projetando-se como referência para a salvaguarda e valorização do património rural no futuro.
Cronologia Histórica
1677 – Fundação da Casa de Sanoane de Cima, por Simão Delgado e Margarida Francisca, conforme registos históricos e memória local, integrando-se desde a sua origem na organização social, agrícola e familiar da aldeia de Bucos.
Séculos XVII–XVIII – Consolidação da casa enquanto unidade de habitação rural e exploração agrícola, estruturada em torno da eira e dos espaços de apoio doméstico, refletindo os modelos tradicionais de ocupação do território.
Século XIX – Continuidade da função residencial e agrícola, com manutenção das técnicas construtivas vernaculares e adaptação funcional às necessidades da época, preservando a identidade arquitetónica do conjunto.
Século XX – Transmissão do imóvel por via familiar, assegurando a preservação da memória, dos usos e das tradições associadas à casa e ao seu enquadramento paisagístico, incluindo o cruzeiro, o canastro e a gestão das árvores centenárias.
Século XXI – A Casa de Sanoane de Cima permanece na posse da família, sendo atualmente pertença de Manuel de Oliveira Henriques Braz, mantendo-se como espaço de vivência, memória e valorização do património material e imaterial, com crescente reconhecimento do seu valor histórico, cultural e identitário.
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