quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A Oliveira de Natal da Casa de Sanoane de Cima

Era Natal na Casa de Sanoane de Cima. A casa, feita de pedra antiga, ficava no alto da aldeia e parecia ainda mais bonita com o frio do inverno e o cheiro da lareira acesa. O pequeno Miguel tinha chegado cedo com os seus pais, António José e Luísa, para passar o Natal com o avô. Miguel gostava muito daquela casa, das escadas de pedra e, principalmente, da oliveira centenária que crescia mesmo ao lado da escadaria.A oliveira era muito velha e muito forte. O avô dizia que ela já ali estava antes dele nascer e que tinha visto muitos Natais, muitas famílias e muitas histórias felizes. — Esta oliveira é guardiã da casa — dizia o avô com um sorriso. — Protege-nos e lembra-nos de cuidar uns dos outros. Na véspera de Natal, Miguel teve uma ideia: — Avô, podemos fazer da oliveira a nossa árvore de Natal?O avô achou a ideia maravilhosa. António José trouxe pequenas luzes, Luísa fez laços vermelhos e Miguel pendurou enfeites feitos à mão. A oliveira ficou iluminada e parecia sorrir.Quando a noite caiu, a família reuniu-se junto à escadaria. A luz da oliveira brilhava no escuro, aquecendo o coração de todos. — O Natal não vive só dentro de casa — disse o avô. — Vive também aqui fora, na natureza, na partilha e no amor.Miguel abraçou o avô, e os pais sorriram emocionados. Naquele momento, todos sentiram que a Casa de Sanoane de Cima, a oliveira centenária e a família formavam um só coração. E assim, entre luzes, histórias e carinho, passaram um Natal simples, verdadeiro e inesquecível — um Natal que a oliveira guardaria para sempre na sua memória antiga.

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