quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

A Casa de Sanoane de Cima e o Cruzeiro do Ano Novo

Era uma vez, na pequena e acolhedora aldeia de Bucos, a casa de Sanoane de Cima, uma casa antiga de pedra onde o menino Lourenço com os seus pais, Daniel e Elisa, passava o Ano Novo. A casa ficava no alto da aldeia e, mesmo ao lado, erguia-se um velho cruzeiro de pedra, que ali estava há muitos e muitos anos, guardando histórias e segredos do tempo. Na quadra de Ano Novo o frio fazia-se sentir. As noites eram longas, mas dentro da casa de Sanoane de Cima havia sempre calor, a lareira acesa, cheiros bons e risos. Elisa preparava sonhos polvilhados com açúcar, enquanto Daniel acendia a lareira e contava histórias antigas ao pequeno Lourenço. Lourenço gostava especialmente do cruzeiro junto da casa. O pai dizia-lhe que ele protegia a aldeia e trazia bons desejos para quem passava por ali com o coração cheio de esperança. Na tarde do último dia do ano, Lourenço pediu aos pais para irem os três até ao cruzeiro. — Quero pedir um desejo para o Ano Novo — disse ele, com os olhos a brilhar. Os três caminharam devagar, bem agasalhados. Quando chegaram ao cruzeiro, o vento soprou suavemente, como se estivesse a ouvir. Lourenço fechou os olhos e desejou que a sua família fosse sempre feliz e que nunca faltasse alegria naquela casa de Sanoane de Cima. À meia-noite, já de volta a casa, ouviram-se sinos ao longe e o céu encheu-se de estrelas. Daniel e Elisa abraçaram Lourenço, certos de que aquele Ano Novo começava com amor, união e esperança. E assim, entre a casa, o cruzeiro e o carinho da família, Sanoane de Cima recebeu mais um ano cheio de luz.

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