sábado, 3 de janeiro de 2026
A Figueira Centenária da Casa de Sanoane de Cima
Na Casa de Sanoane de Cima vivia o menino Miguel, um menino curioso, de olhos castanhos e coração alegre. A casa rural era antiga, feita de pedra, cheia de histórias guardadas nas paredes. Mas o maior tesouro não estava dentro da casa — estava ao lado.Ali cresceu uma grande figueira centenária, tão velha que parecia ter visto passar por muitas gerações. Os seus ramos frondosos estendiam-se sobre a rechã de Sanoane, como se fossem braços abertos a proteger a casa, as pessoas e os caminhos.
No tempo de São João, a figueira enchia-se de figos brancos, doces e macios. Miguel gostava de acordar cedo e correr para junto da figueira, onde os pássaros faziam festa. Pardais, melros e rolas vinham provar os figos maduros, cantando alegremente, como se agradecessem à árvore generosamente.
Os pais de Miguel, António José e Luísa, observavam-no da porta da casa. Sorriam ao ver o filho subir com cuidado para os ramos mais baixos, sempre com respeito pela figueira, como o pai lhe ensinou.
— Esta figueira é nossa amiga, disse António José.
— E também é casa de muitos pássaros, acrescenta Luísa.
À tarde, quando as pessoas passavam pelo caminho, paravam à sombra da figueira para descansar. Alguns colhiam figos, outros apenas admiravam a frescura e a beleza da árvore. A figueira parecia gostar de todos, oferecendo sombra, frutos e silêncio bom.
Miguel acreditava que a figueira falava com o vento. Quando os ramos se mexiam lentamente, ele sentiu que a árvore contava histórias antigas da Casa de Sanoane de Cima, de crianças que ali brincaram e de famílias que ali viveram.
E assim, entre a casa, os pais e a figueira centenária, Miguel cresceu feliz, aprendendo que a natureza é família, que as árvores guardam memórias e que os lugares simples podem ser mágicos.
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