quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
O Castanheiro de São Martinho da Casa de Sanoane de Cima
Era uma vez, na pequena aldeia de Bucos, a Casa de Sanoane de Cima.
Era uma casa antiga, feita de pedra, forte e acolhedora, que guardava muitas histórias do passado.
Nessa casa passava férias o menino Lourenço, com os seus pais, Daniel e Elisa, sempre que podiam. Nela vivia o avô, que gostava de contar histórias e ensinar coisas importantes da vida.
Mesmo ao lado da casa havia um grande castanheiro.Era muito antigo, de tronco largo e ramos fortes, e todos diziam que ele já ali estava há muitas gerações.
Chegou o Dia de São Martinho.O ar estava fresco, as folhas caíam no chão e o castanheiro estava cheio de ouriços de castanhas.
— Hoje é dia de São Martinho, Lourenço
— disse o avô, sorrindo.
— É dia de apanhar castanhas e agradecer o que a terra nos dá.
Lourenço ficou muito contente.Vestiu o casaco, pegou num cesto pequeno e foi com os pais e o avô até ao castanheiro.No chão havia muitos ouriços abertos.
Com cuidado, o avô mostrava como tirar as castanhas sem se magoar.
— Estas castanhas cresceram com o sol, a chuva e o tempo
— explicou o avô.
— O castanheiro é nosso amigo.
O cesto ficou cheio de castanhas brilhantes e castanhas boas.Lourenço achava que eram como pequenos tesouros da natureza.
À tarde, na lareira da Casa de Sanoane de Cima, acenderam um pequeno lume.As castanhas começaram a assar, estalando e saltando, como se estivessem a brincar.
— São Martinho é dia de partilha
— disse a mãe Elisa.
— E de estarmos juntos.
Todos comeram castanhas quentinhas, riram e ouviram o avô contar histórias antigas da aldeia e do castanheiro.Lourenço olhou para a casa, para o avô, para os pais e para o castanheiro.Sentiu o coração quentinho, como as castanhas nas mãos.
E assim, todos os anos, no Dia de São Martinho, a Casa de Sanoane de Cima lembrava que as coisas simples — a família, a natureza e a tradição — são os maiores presentes.
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