sábado, 13 de dezembro de 2025

O Pessegueiro da Casa de Sanoane de Cima e o Menino Miguel

Era uma vez, numa aldeia tranquila, um pessegueiro que crescia no quintal de uma casa rural Sanoane de Cima e encantada. Esse pessegueiro não era qualquer árvore. Diziam que ele tinha um segredo especial, algo que o tornava diferente de todos os outros. As pessoas da aldeia chamavam-no de "O Pessegueiro Mágico". Naquela casa morava o menino Miguel. Ele era um garoto curioso e alegre, que adorava explorar os cantos da natureza ao redor de sua casa. Miguel já ouvira muitas histórias sobre o pessegueiro, mas sempre achava que eram apenas lendas contadas pelos mais velhos. Até que um dia, decidiu investigar por conta própria. Certo fim de tarde, quando o sol já estava se pondo e a brisa fresca da noite começava a chegar, Miguel resolveu que era hora de descobrir o que havia de tão especial naquela árvore. Ele se aproximou do pessegueiro, que estava cheio de frutos dourados e rosados. Quando tocou o tronco da árvore, algo mágico aconteceu. "Olá, Miguel!" disse uma voz suave, como o som do vento entre as folhas. Miguel pulou para trás, assustado. "Quem... quem está falando?" "Sou eu, o pessegueiro!" respondeu a árvore com uma risada suave. "Não tenha medo, meu amigo. Venha mais perto. Eu sou velho e tenho muitos segredos. Mas, para contar, preciso de sua ajuda." Miguel não acreditava no que estava ouvindo. Um pessegueiro conversando com ele? "Você está falando sério?" perguntou, com os olhos arregalados. "Sim, estou", disse o pessegueiro. "Eu fui plantado aqui há muitos anos por seus avós, e desde então tenho cuidado da terra, da casa e de todos que moram aqui. Eu sou parte da família Sanoane de Cima. Mas agora, preciso de um amigo para ajudar a proteger minha magia." Miguel ficou mais curioso. "Como eu posso ajudar?" "Bem", disse o pessegueiro, "minha magia vem da união entre a natureza e as pessoas. Eu sou a árvore mais forte da aldeia, mas preciso que você cuide de mim e das minhas frutas. Quando alguém come um dos meus pêssegos, algo de bom acontece. Eles ficam mais alegres, mais generosos. Mas, se alguém pegar um pêssego sem pedir, a magia vai embora e a árvore começará a murchar." Miguel sentiu um calor no peito. "Então, os pêssegos são mágicos?" "Sim", respondeu o pessegueiro. "Mas eles só têm magia quando são colhidos com amor e respeito pela natureza. Você pode escolher um pêssego, mas sempre com cuidado e gratidão." Miguel pensou por um momento e, com um sorriso, pegou um pêssego da árvore. Ele segurou o fruto com cuidado e olhou para o pessegueiro. "Eu prometo cuidar de você", disse Miguel. A árvore se balançou suavemente, como se estivesse sorrindo. "Muito bem, meu amigo. Agora, você verá o poder da amizade entre a natureza e o coração humano." No dia seguinte, quando Miguel levou o pêssego para sua avó, ela ficou surpresa com a doçura e a energia que o envolvia. "Onde você encontrou este pêssego, Miguel?" perguntou ela, sorrindo. "Foi o pessegueiro da casa", respondeu Miguel, com um brilho nos olhos. "Ele me contou um segredo." A partir daquele dia, Miguel passou a cuidar do pessegueiro todos os dias, regando suas raízes e garantindo que ninguém pegasse os pêssegos sem pedir permissão. Ele sabia que aquela árvore era mais do que uma simples planta. Ela era uma amiga mágica, cheia de segredos e histórias para contar. E assim, a magia do pessegueiro de Sanoane de Cima continuou a florescer, espalhando alegria, bondade e magia por toda a aldeia, graças ao cuidado e respeito do menino Miguel. Fim.

Sem comentários:

Enviar um comentário