sábado, 11 de abril de 2026
Embaixador de Guimarães, Capital Europeia da Cultura, 2012
Em 2012, ano em que Guimarães foi distinguida como Capital Europeia da Cultura, Manuel Braz, Conselheiro Social da Embaixada de Portugal Suiça, assumiu a honrosa missão de representar este projeto além-fronteiras, sendo nomeado embaixador na cidade suíça de Neuchâtel. Na qualidade de representante da Comissão Executiva de Guimarães 2012, desempenhou um papel determinante na aproximação entre estas duas cidades, unidas por laços humanos, culturais e simbólicos.
A ideia de geminação entre Guimarães e Neuchâtel teve a sua génese em 2008, aquando da estadia da Seleção Portuguesa de Futebol em território suíço, durante o Campeonato Europeu de Futebo. Nesse período, a comitiva portuguesa foi calorosamente acolhida pela população local, num ambiente marcado por simpatia, proximidade e admiração mútua. Este acolhimento deixou marcas profundas, despertando a vontade de estreitar relações entre as duas comunidades, Neuchâtel - Portugal.
Ao longo dos anos seguintes, foram sendo identificadas diversas afinidades entre Guimarães e Neuchâtel, desde semelhanças territoriais e paisagísticas até à valorização do património histórico e cultural. Curiosamente, ambas as cidades partilham um forte simbolismo fundacional: tal como Guimarães é conhecida pelo lema “Aqui nasceu Portugal”, associado ao Castelo de Guimarães, também Neuchâtel evoca a sua origem através do seu castelo, o Castelo de Neuchâtel, reforçando um paralelismo identitário singular.
A presença de uma comunidade portuguesa ativa em Neuchâtel foi outro fator decisivo neste processo. Instituições como o Centro Português de Cultura e Desporto de Neuchâtel desempenharam um papel essencial na promoção da língua portuguesa, na dinamização cultural e no fortalecimento dos laços entre os dois territórios. Ao longo de 2012, este espaço tornou-se palco de múltiplos eventos, incluindo atuações de artistas de fado e de música popular portuguesa, contribuindo para a divulgação da cultura nacional.
Sob a coordenação e impulso de Manuel Braz, concretizaram-se diversas iniciativas conjuntas de caráter cultural e desportivo. Destaca-se a deslocação de uma equipa vitoriana a Neuchâtel para a realização de um encontro futebolístico, bem como a notável iniciativa de ciclistas do “Cycle Portugais de Neuchâtel”, que percorreram a ligação entre as duas cidades, numa demonstração de esforço, simbolismo e união.
Paralelamente, foram promovidos eventos de divulgação de produtos portugueses, intercâmbios de visitas institucionais e momentos de convívio entre comunidades, reforçando o sentimento de pertença e a identidade partilhada. Este conjunto de atividades transformou 2012 num ano de intensa vivência cultural, marcado por pontes construídas entre povos e por uma cooperação viva e dinâmica.
O trabalho desenvolvido por Manuel Braz enquanto embaixador revelou-se fundamental para consolidar esta relação, elevando-a a um exemplo de cooperação internacional baseada na cultura, na amizade e na memória coletiva.
Em 2012, ano em que Guimarães foi distinguida como Capital Europeia da Cultura, Manuel Braz assumiu a honrosa missão de representar este projeto além-fronteiras, sendo nomeado embaixador na cidade suíça de Neuchâtel. Na qualidade de representante da Comissão Executiva de Guimarães 2012, desempenhou um papel determinante na aproximação entre estas duas cidades, unidas por laços humanos, culturais e simbólicos.A ideia de geminação entre Guimarães e Neuchâtel teve a sua génese em 2008, aquando da estadia da Seleção Portuguesa de Futebol em território suíço, durante o Campeonato Europeu de Futebol 2008. Nesse período, a comitiva portuguesa foi calorosamente acolhida pela população local, num ambiente marcado por simpatia, proximidade e admiração mútua. Este acolhimento deixou marcas profundas, despertando a vontade de estreitar relações entre as duas comunidades.Ao longo dos anos seguintes, foram sendo identificadas diversas afinidades entre Guimarães e Neuchâtel, desde semelhanças territoriais e paisagísticas até à valorização do património histórico e cultural. Curiosamente, ambas as cidades partilham um forte simbolismo fundacional: tal como Guimarães é conhecida pelo lema “Aqui nasceu Portugal”, associado ao Castelo de Guimarães, também Neuchâtel evoca a sua origem através do seu castelo, o Castelo de Neuchâtel, reforçando um paralelismo identitário singular.A presença de uma comunidade portuguesa ativa em Neuchâtel foi outro fator decisivo neste processo. Instituições como o Centro Português de Cultura e Desporto de Neuchâtel desempenharam um papel essencial na promoção da língua portuguesa, na dinamização cultural e no fortalecimento dos laços entre os dois territórios. Ao longo de 2012, este espaço tornou-se palco de múltiplos eventos, incluindo atuações de artistas de fado e de música popular portuguesa, contribuindo para a divulgação da cultura nacional.Sob a coordenação e impulso de Manuel Braz, concretizaram-se diversas iniciativas conjuntas de caráter cultural e desportivo. Destaca-se a deslocação de uma equipa vitoriana a Neuchâtel para a realização de um encontro futebolístico, bem como a notável iniciativa de ciclistas do “Cycle Portugais de Neuchâtel”, que percorreram a ligação entre as duas cidades, numa demonstração de esforço, simbolismo e união.Paralelamente, foram promovidos eventos de divulgação de produtos portugueses, intercâmbios de visitas institucionais e momentos de convívio entre comunidades, reforçando o sentimento de pertença e a identidade partilhada. Este conjunto de atividades transformou 2012 num ano de intensa vivência cultural, marcado por pontes construídas entre povos e por uma cooperação viva e dinâmica.O trabalho desenvolvido por Manuel Braz enquanto embaixador revelou-se fundamental para consolidar esta relação, elevando-a a um exemplo de cooperação internacional baseada na cultura, na amizade e na memória coletiva.
domingo, 5 de abril de 2026
Conclusão do Livro da Casa de Sanoane de Cima
A Casa de Sanoane de Cima, com os seus cerca de 350 anos de existência, ergue-se como um testemunho vivo da memória rural e da identidade de uma família profundamente ligada à terra.
Mais do que uma simples construção, é um espaço onde gerações se cruzam, onde o saber agrícola se transmite de forma silenciosa e contínua, e onde o tempo parece encontrar um ritmo próprio, marcado pelas estações, pelo trabalho e pela convivência.Enquanto casa agrícola, foi durante séculos o centro de sustento, esforço e resiliência, moldando não apenas a paisagem envolvente, mas também o caráter de quem nela viveu.
Como espaço rural, preserva a autenticidade de um modo de vida cada vez mais raro, onde o equilíbrio entre o homem e a natureza se mantém como princípio essencial.Na sua dimensão de casa familiar, é um lugar de afetos, de histórias partilhadas, de memórias que resistem ao esquecimento. Cada pedra, cada objeto, cada recanto guarda fragmentos de vidas que ali se construíram, celebrando a continuidade de uma herança imaterial.
Hoje, ao assumir-se como ecomuseu familiar, a Casa de Sanoane de Cima abre-se ao mundo como um “espelho” da sua própria comunidade, tal como preconizado pelos princípios do ecomuseu: um espaço de identidade, de interpretação e de encontro. Aqui, o passado não é apenas recordado — é vivido, interpretado e partilhado.
Assim, a Casa de Sanoane de Cima não é apenas um legado do passado, mas um compromisso com o futuro: preservar, valorizar e transmitir, para que as próximas gerações possam reconhecer, neste lugar, as suas raízes e o verdadeiro significado de pertença.
segunda-feira, 23 de março de 2026
Conclusão Livro de Manuel Braz
Conclusão – Entre o Passado e o Presente
Chegado ao tempo presente, já na condição de aposentado, Manuel olha para trás com a serenidade de quem percorreu um caminho longo, exigente e profundamente significativo.
O passado surge como um conjunto de etapas bem definidas — a vida militar, marcada pela disciplina e pelo sentido de dever; a vida de professor, dedicada à educação e à transformação social; e a vida diplomática, orientada para o apoio às comunidades e a representação do país além-fronteiras. Cada uma destas fases contribuiu para moldar o homem que hoje é, deixando marcas indeléveis no seu caráter e na sua forma de estar na vida.
No presente, o ritmo é outro. A exigência deu lugar à reflexão, e o tempo, outrora escasso, permite agora revisitar memórias, valorizar conquistas e compreender melhor os desafios enfrentados. A aposentação não representa um fim, mas sim uma nova etapa — mais tranquila, mas igualmente rica em significado.
É neste tempo que se consolidam os ensinamentos de uma vida: a importância da disciplina, o valor do conhecimento, a força do serviço aos outros e a necessidade de agir com humanidade em todas as circunstâncias. São princípios que permanecem vivos e atuais, mesmo fora do exercício ativo de funções.
O legado que fica não se resume aos cargos desempenhados ou às funções exercidas, mas sim ao exemplo deixado — um exemplo de dedicação, integridade e compromisso com a sociedade.
Assim, entre o passado vivido com intensidade e o presente vivido com serenidade, permanece uma certeza: a de que uma vida orientada por valores e pelo serviço aos outros nunca se esgota, prolongando-se no impacto que deixa nos outros e na memória que perdura no tempo.
Reflexões e Legado. Três vidas numa só: Militar, Professor e Diplomata
Ao longo do seu percurso, Manuel viveu três vidas distintas, mas profundamente interligadas: a do militar, a do professor e a do diplomata.
Embora diferentes nas suas funções e contextos, todas se cruzam num ponto comum — o serviço aos outros.
Cada etapa trouxe desafios próprios, exigências específicas e aprendizagens únicas. No entanto, longe de se afastarem, estas experiências aproximaram valores, consolidaram princípios e construíram uma identidade coerente e sólida.
A disciplina adquirida na vida militar, o compromisso com o conhecimento na educação e a sensibilidade humana na diplomacia formaram um todo indivisível. Três caminhos que, juntos, definem uma vida com sentido.Valores transmitidos: disciplina, educação e serviço
Os valores que marcaram este percurso são claros e consistentes: disciplina, educação e serviço.
A disciplina, como base de organização e rigor, acompanhou todos os momentos da vida. A educação, como instrumento de transformação, revelou-se essencial na construção de uma sociedade mais justa. O serviço, como princípio orientador, deu sentido a cada função desempenhada.
Mais do que palavras, estes valores foram vividos e transmitidos através do exemplo, influenciando todos aqueles que com ele conviveram ao longo dos anos.
O impacto na sociedade
O impacto de uma vida não se mede apenas pelos cargos ocupados, mas pelas pessoas tocadas e pelas mudanças geradas.
Na vida militar, contribuiu para a defesa e organização. Na educação, ajudou a formar cidadãos e a dar oportunidades a quem delas precisava. Na diplomacia, apoiou comunidades e reforçou laços entre Portugal e os seus emigrantes.
Em cada área, deixou uma marca de seriedade, dedicação e compromisso, contribuindo de forma discreta, mas significativa, para o bem comum.
Memórias e ensinamentos
As memórias que ficam são o reflexo de uma vida intensa, feita de desafios, superações e aprendizagens constantes.
Cada experiência trouxe ensinamentos que ultrapassam o tempo e o contexto em que foram vividos. A capacidade de adaptação, o respeito pelos outros, o sentido de responsabilidade e a importância de nunca desistir são alguns dos legados mais marcantes.
No final, permanece a certeza de que, apesar das dificuldades e das mudanças ao longo do caminho, é possível construir uma vida com propósito, guiada por valores sólidos e por um compromisso verdadeiro com os outros.
Três vidas diferentes, mas profundamente vividas — unidas por princípios que perduram e por um legado que inspira.
O Diplomata, Conselheiro Social da Embaixada de Portugal na Suiça.
Uma nova missão
Após um percurso marcado pela educação e pelo serviço público, surge uma nova etapa: a diplomacia. O exercício de funções como Conselheiro Social da Embaixada de Portugal na Suíça representou a continuidade de uma vida dedicada aos outros, agora num contexto institucional e internacional.
Esta nova missão exigia não apenas conhecimento e experiência, mas também sensibilidade humana, capacidade de escuta e proximidade com as comunidades. Tratava-se de representar o Estado português, mas sobretudo de servir os cidadãos portugueses no estrangeiro.
A ação diplomática
A ação diplomática desenvolvida teve um forte carácter social e humano. O apoio às comunidades portuguesas assumiu-se como prioridade, procurando dar resposta a diversas situações, muitas vezes complexas, que afetavam emigrantes e suas famílias.
O trabalho passava por visitas regulares a associações portuguesas, casas de Portugal, hospitais, clínicas, prisões, fortalecendo laços e promovendo a proximidade entre a Embaixada e a comunidade. Estes encontros permitiam conhecer melhor a realidade vivida pelos portugueses no estrangeiro, as suas dificuldades, aspirações e contributos para a sociedade de acolhimento.
Paralelamente, desenvolvia-se um acompanhamento social atento, apoiando casos concretos e procurando soluções para problemas de natureza diversa — desde questões administrativas a situações pessoais mais delicadas.
A representação do Estado português não se limitava a atos formais. Era, acima de tudo, uma presença ativa, próxima e responsável, onde a diplomacia se fazia também através do contacto humano, da compreensão e da solidariedade.
Assim, esta missão consolidou uma visão de diplomacia social — uma diplomacia feita de pessoas para pessoas, onde o serviço público se traduzia em apoio concreto, dignidade e valorização das comunidades portuguesas no estrangeiro.
Manuel Braz - O Profesor No Estrangeiro
– O ensino além-fronteiras
Uma nova etapa iniciou-se com a integração no ensino de Português no estrangeiro, no âmbito do Instituto Camões e do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Após concurso e mudança de ministério, surgia um novo desafio, marcado por diferentes funções e por uma realidade educativa completamente distinta.
Ensinar além-fronteiras significava trabalhar com filhos de emigrantes portugueses e com alunos estrangeiros interessados na língua e cultura de Portugal. Era uma missão mais exigente, onde o ensino deixava de ser apenas académico para se tornar também cultural e identitário.
Cativar os alunos nem sempre era fácil. A língua portuguesa, pela sua complexidade, exigia métodos adaptados e uma abordagem pedagógica criativa. Mais do que ensinar palavras e regras, era necessário despertar o interesse, criar ligação e dar sentido à aprendizagem.
Capítulo 10 – Experiência internacional
A experiência internacional decorreu em diferentes cidades europeias, cada uma com as suas particularidades e desafios.
Em Lyon e Paris, em França, o contacto com comunidades portuguesas revelou a importância da escola como espaço de ligação às origens. No Luxemburgo, a forte presença de emigrantes portugueses reforçava ainda mais essa missão.
Em Neuchâtel, na Suíça, o contexto multicultural trouxe novos desafios, exigindo adaptação constante e sensibilidade às diferentes realidades dos alunos.
Cada cidade representou uma aprendizagem, não apenas profissional, mas também pessoal. O contacto com diferentes culturas, sistemas educativos e comunidades permitiu uma visão mais ampla do mundo e do papel da educação na integração e valorização das pessoas.
Capítulo 11 – Cultura e identidade
A língua portuguesa afirmava-se como uma verdadeira ponte entre povos. Mais do que um instrumento de comunicação, era um veículo de cultura, história e identidade.
Ensinar português no estrangeiro implicava transmitir muito mais do que conteúdos linguísticos. Era dar a conhecer tradições, valores e uma herança cultural rica, ajudando a manter viva a ligação às origens.
Os desafios eram muitos: a dificuldade da língua, a diversidade dos alunos, a concorrência com outras línguas e culturas. No entanto, cada conquista — cada aluno motivado, cada progresso alcançado — representava uma vitória significativa.
Esta missão exigente reforçou a convicção de que a educação vai além da sala de aula. É um espaço de encontro entre culturas, de construção de identidade e de afirmação de valores.
Assim, o ensino no estrangeiro tornou-se não apenas uma função profissional, mas uma missão profundamente humana e cultural, onde ensinar português era também afirmar Portugal no mundo.
Educação de Adultos
Capítulo 6 – O início na educação
O ano de 1975 marcou o início de uma nova etapa na vida de Manuel. Depois da exigente experiência militar, surgia um novo caminho — o da educação. Tornar-se professor do ensino primário não foi apenas uma mudança de profissão, mas uma continuação do seu sentido de missão,
A experiência no ensino rapidamente se alargou à área da educação de adultos, um domínio exigente, mas profundamente enriquecedor.
Entre 1975 e 1976, dedicou-se à alfabetização de adultos no concelho do Porto, trabalhando com pessoas que, por diferentes razões, não tinham tido acesso à educação em idade própria. Este trabalho exigia sensibilidade, adaptação e uma forte componente humana.
Mais tarde, assumiu funções como professor coordenador concelhio de Gondomar na área da educação de adultos. Aqui, para além do ensino, passou a ter responsabilidades de organização, orientação e acompanhamento de projetos educativos.
A educação de adultos revelou-se uma missão distinta: enquanto os jovens procuravam a instrução escolar, os adultos buscavam ferramentas para a sua vida profissional e pessoal. Exigia técnicas diferentes, objetivos mais práticos e uma abordagem mais ajustada à realidade de cada indivíduo.
Capítulo 8 – Liderança educativa
Entre 1981 e 1989, Manuel integrou a coordenação distrital do Porto, no âmbito da Direção-Geral de Educação de Adultos. Esta fase marcou um período de maior responsabilidade e intervenção estratégica na área da educação.
A educação, entendida como um sistema com diferentes vetores — jovens e adultos, escola e formação profissional — exigia uma visão ampla e integradora. Cada público implicava metodologias específicas, objetivos distintos e respostas adequadas às necessidades da sociedade.
Foi neste contexto que a educação de adultos ganhou um significado ainda mais profundo. Para Manuel, esta vertente representava uma missão social alinhada com os seus princípios: contribuir para a valorização das pessoas, promover a igualdade de oportunidades e reforçar a dignidade humana através do conhecimento.
Na Direção-Geral de Educação de Adultos, consolidou-se esta visão de uma educação ao serviço da sociedade — não apenas como transmissão de saber, mas como instrumento de desenvolvimento, inclusão e cidadania.
A educação tornava-se, assim, uma verdadeira vocação, marcada pelo compromisso com os outros e pela convicção de que ensinar é, acima de tudo, servir.
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