quarta-feira, 20 de maio de 2026
Requerimento Pedido de Ajuda Mudança de Poste EDP
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto
Assunto: Pedido ajuda de intervenção para mudança de poste da EDP na Rua da Portala, nº 12, Bucos.
Eu, Manuel de Oliveira Henriques Braz, proprietário da habitação sita na Rua da Portela n.º 12, venho, por este meio, solicitar a intervenção e apoio dessa Câmara Municipal no sentido de promover a colaboração da EDP na mudança de localização de um poste da EDP existente junto da referida habitação.
O referido poste encontra-se implantado em local que impede a realização de obras de reparação do telhado e da própria casa, criando dificuldades de acesso e condicionando os trabalhos necessários de conservação e segurança do imóvel.
Mais informo que o poste terá sido colocado no local sem autorização do proprietário, situação que tem causado diversos constrangimentos ao uso e manutenção da habitação.
Assim, venho requerer a V. Ex.ª que sejam diligenciados os procedimentos necessários junto da entidade competente, de forma a permitir a deslocação do referido poste para local adequado, possibilitando a execução das obras indispensáveis à recuperação da habitação. Mais informa, qque o pedido do requerente foi envido à EDP por diversos anos seguidos, sem qualquer resposta da entidade.
Nestes termos, solicito a melhor atenção para o presente pedido e o respetivo deferimento.
Pede deferimento.
Requerimento de Abastecimeno de Água
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto
Assunto: Pedido de autorização para prolongamento de abastecimento de água
Eu, Manuel de Oliveira Henriques Braz, residente na Casa de Sanoane de Cima, sita na Rua da Igreja n.º 37, venho, por este meio, solicitar a V. Ex.ª autorização para proceder ao prolongamento da rede de abastecimento de água até à minha habitação.
O abastecimento de água existente encontra-se atualmente localizado junto da Rua da Portela n.º 12, sendo necessário efetuar a extensão da conduta numa distância aproximada de 70 metros até à referida habitação.
O presente pedido justifica-se pelo facto de o atual local de abastecimento se encontrar distante da casa, sujeito a contra tempos, e atravessar zona de difícil acesso para futuras reparações e manutenção, criando dificuldades técnicas e funcionais no fornecimento de água.
Para execução da obra será necessária a utilização parcial da via pública, com abertura de pequena vala destinada à instalação da respetiva tubagem, comprometendo-me a assegurar a reposição das condições normais do pavimento e demais espaços intervencionados, por período limitado.
Nestes termos, solicito a apreciação e deferimento do presente pedido, autorizando a realização dos trabalhos necessários ao prolongamento da rede de abastecimento de água.
Pede deferimento.
Bucos,
O Requerente,
Requerimento Arranjo de Muro
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto
Assunto: Pedido de autorização/licença para arranjo de muro de pedra
Eu, Manuel de Oliveira Henriques Braz, residente em Rua da Igreja, nº 37, portador do Cartão de Cidadão n.º 0855570 e contribuinte fiscal n.º 143598287, na qualidade de proprietário da habitação sita no mesmo local, venho, por este meio, solicitar a V. Ex.ª autorização/licença municipal para proceder ao arranjo de um muro de pedra existente na referida propriedade.
A intervenção destina-se à desobstrução e melhoria da entrada de acesso à habitação do proprietário, consistindo no arranjo/reconstrução parcial de muro em pedra com aproximadamente 3 metros de comprimento por 2 metros de altura.
A obra terá carácter de conservação e melhoria do acesso à propriedade, procurando garantir melhores condições de segurança e utilização do local.
Nestes termos, solicito a apreciação e deferimento do presente pedido, comprometendo-me a cumprir todas as normas e regulamentos municipais aplicáveis.
Pede deferimento.
[Localidade], [data]
O Requerente,
terça-feira, 12 de maio de 2026
Memórias de um Professor
As memórias de um professor são feitas de rostos, palavras e caminhos cruzados ao longo da vida. Mas as memórias de um professor da Educação de Adultos e do Ensino de Português no estrangeiro possuem um significado ainda mais profundo, porque nelas vivem histórias de superação, esperança e preservação da identidade cultural longe da terra natal.
Ensinar adultos é muito mais do que transmitir conhecimentos. É compreender vidas marcadas pelo trabalho, pela emigração e pelos desafios do quotidiano. Muitos alunos chegam à sala de aula depois de longas jornadas laborais, trazendo consigo sonhos adiados, vontade de aprender e o desejo de conquistar novas oportunidades.
Cada aula transforma-se, assim, num espaço de partilha humana, onde o saber se cruza com a experiência de vida.No ensino de Português no estrangeiro, a missão do professor ganha igualmente um valor cultural e afetivo.
A língua portuguesa torna-se ponte entre gerações, elo de ligação às origens e símbolo de pertença. Ensinar a língua materna aos filhos e netos de emigrantes é ajudar a manter viva a memória de um povo, das suas tradições, da sua história e dos seus valores.
Ao longo dos anos, ficam gravados momentos inesquecíveis: o aluno adulto que aprende finalmente a escrever o seu nome com orgulho; a criança emigrante que descobre a beleza da língua dos pais; as festas culturais, os encontros comunitários e as emoções partilhadas em cada conquista alcançada.
Ser professor nestas circunstâncias exige dedicação, paciência e sensibilidade humana. Exige também a capacidade de motivar, de ouvir e de compreender diferentes realidades sociais e culturais. Contudo, é precisamente nessa diversidade que nasce a riqueza desta missão educativa.Com o passar do tempo, as salas de aula tornam-se verdadeiros espaços de memória.
Cada aluno deixa uma marca, cada história ensina uma lição e cada palavra transmitida permanece como parte de um legado silencioso, mas profundamente humano.Estas memórias representam, acima de tudo, a história de uma vida dedicada ao ensino, à valorização das pessoas e à preservação da língua portuguesa além-fronteiras — uma missão nobre que une conhecimento, cultura e sentimento.
Memórias de um Oficial Militar
As memórias de um oficial militar não se escrevem apenas com datas, postos ou medalhas. Escrevem-se, sobretudo, com vivências, sacrifícios, companheirismo e um profundo sentido de dever ao serviço da Pátria.
Cada etapa percorrida ao longo da carreira representa uma escola de vida, marcada pela disciplina, pela coragem e pela capacidade de enfrentar desafios em tempos de paz e de incerteza.Ser oficial militar é assumir responsabilidades que vão muito além da hierarquia. É aprender a liderar homens, a tomar decisões em momentos difíceis e a manter a serenidade perante as adversidades.
Ao longo dos anos, permanecem na memória os exercícios, as longas jornadas de serviço, as missões cumpridas e, acima de tudo, os rostos daqueles que partilharam o mesmo ideal de honra e compromisso.A vida militar molda o carácter. Ensina o valor da palavra dada, o respeito pelos outros e o espírito de missão. Entre quartéis, formaturas e deslocações, criam-se amizades para toda a vida e acumulam-se histórias que jamais se apagam.
Cada recordação transporta consigo emoções únicas: o orgulho do uniforme vestido com dignidade, a saudade da família nos períodos de ausência e a satisfação íntima de servir uma causa maior.Com o passar do tempo, as memórias ganham ainda mais significado. O que outrora parecia rotina transforma-se em património humano e histórico.
Os ensinamentos recebidos e transmitidos às novas gerações tornam-se um legado de valores, perseverança e dedicação.Estas memórias representam, assim, um testemunho de vida — a história de um homem que, através da carreira militar, aprendeu a servir, a liderar e a enfrentar o mundo com honra, coragem e sentido de responsabilidade.
Memórias de um Embaixador
Ser Embaixador de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, na cidade de Neuchâtel, representou muito mais do que um título simbólico. Foi uma missão de coração, de identidade e de orgulho pelas raízes portuguesas e vimaranenses além-fronteiras.O ano de 2012 ficará para sempre gravado na memória coletiva de Portugal e, em particular, de Guimarães, berço da nação portuguesa, que assumiu perante a Europa o papel de Capital Europeia da Cultura. Esse acontecimento levou a cultura portuguesa a ultrapassar limites geográficos, aproximando povos, comunidades emigrantes e diferentes gerações.Na Suíça, especialmente em Neuchâtel, onde vive uma significativa comunidade portuguesa, o papel de embaixador tornou-se uma ponte entre a terra de origem e o país de acolhimento. Através de encontros culturais, convívios, apresentações e momentos de partilha, promoveu-se a história, a tradição, a música, o folclore, a gastronomia e os valores humanos que caracterizam o povo português.Cada iniciativa realizada despertava emoções especiais entre os emigrantes. Muitos reviviam recordações da infância, das aldeias, das festas populares e das tradições deixadas para trás quando partiram em busca de uma vida melhor. Guimarães 2012 serviu, assim, como reencontro com a identidade e como motivo de orgulho nacional.Ser embaixador foi também testemunhar a força da cultura como elemento de união. Portugueses, suíços e cidadãos de outras nacionalidades participaram em atividades que mostraram a riqueza cultural de Portugal, reforçando laços de amizade e respeito entre comunidades.As memórias desses momentos permanecem vivas: os rostos emocionados, os aplausos sinceros, os encontros marcados pela fraternidade e o sentimento profundo de representar Guimarães e Portugal em terras suíças. Foi uma experiência de enorme dignidade, responsabilidade e gratidão.Hoje, ao recordar esse percurso, permanece a certeza de que a cultura aproxima pessoas, preserva identidades e deixa marcas eternas na memória de quem viveu intensamente esse tempo único da história de Guimarães e da comunidade portuguesa em Neuchâtel.
Memórias de um Vereador
Recordar os anos de serviço como Vereador Municipal da Câmara de Cabeceiras de Basto é reviver um tempo de dedicação, responsabilidade e profundo compromisso com a terra e com as suas gentes. Foram anos marcados pelo trabalho constante, pela proximidade às populações e pela vontade sincera de contribuir para o desenvolvimento do concelho.
Ser Vereador Municipal não significava apenas ocupar um cargo público. Significava ouvir os problemas das aldeias, acompanhar as necessidades das famílias, lutar por melhores estradas, abastecimento de água, saneamento, escolas, cultura e condições de vida mais dignas para todos. Cada reunião, cada visita às freguesias e cada decisão tomada traziam consigo o peso da responsabilidade, mas também a satisfação do dever cumprido.
Cabeceiras de Basto sempre foi uma terra de gente trabalhadora, honesta e resiliente. Foi com esse espírito que muitos projetos ganharam forma, graças ao esforço conjunto entre autarcas, funcionários municipais e população. As dificuldades existiam, como em qualquer época, mas a união e a vontade de servir permitiam ultrapassar obstáculos e construir caminhos de progresso.
Ao longo desse percurso ficaram memórias de amizade, respeito e convivência humana. Ficaram os encontros institucionais, as festas populares, as inaugurações, os debates e as decisões importantes para o futuro do concelho. Ficou, sobretudo, o orgulho de ter servido Cabeceiras de Basto com dedicação e sentido de missão.
Hoje, ao olhar para trás, permanecem as recordações de uma etapa marcante da vida pública e pessoal — uma experiência enriquecedora, feita de desafios, aprendizagens e serviço à comunidade. Porque servir a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto foi, acima de tudo, servir a sua gente e honrar a identidade de uma terra com história, tradição e futuro
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