segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Ecomuseu familiar

será uma Casa Familiar ao serviço da sociedade, que incorpora, inventaria, conserva, investiga, expõe, divulga bens representativos da NATUREZA,  do HOMEM 



e da Família com os objetivos de aumentar o saber de salvaguardar o património e de educar  no verdadeiro sentido da criatividade e cultura. 

O Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima

No fundo, o ecomuseu é uma força que nasce do passado, se constrói no presente e se protege para o futuro. O conceito de ecomuseu, surgido formalmente em 1972, nasce da consciência de que a cultura de um povo não reside apenas em objetos guardados em vitrinas, mas sobretudo nas vivências, nos gestos, nos saberes e na memória coletiva de uma comunidade. Já antes, Georges Henri Rivière definia o ecomuseu como um espelho onde a população se contempla para se reconhecer — um espelho vivo que também se abre ao olhar do visitante, convidando-o a compreender, com respeito, a essência de um modo de vida.É neste espírito que se inscreve o Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima. Mais do que um espaço físico, este ecomuseu é um lugar de memória habitada, onde cada pedra, cada utensílio e cada recanto guardam histórias de trabalho, de resistência e de identidade. Aqui, o quotidiano de outrora não é apenas recordado — é recriado, interpretado e partilhado.A casa, enquanto núcleo central, assume-se como testemunho da arquitetura tradicional e da organização familiar de outros tempos. Os objetos que nela habitam — alfaias agrícolas, utensílios domésticos, peças de uso quotidiano — não são meras relíquias: são fragmentos de vida que revelam a relação íntima entre o homem, a terra e o tempo. Cada elemento contribui para uma narrativa maior, onde o esforço, a simplicidade e o engenho moldaram gerações.Enquanto ecomuseu, a Casa de Sanoane de Cima não pretende apresentar uma visão idealizada ou distorcida do passado. Pelo contrário, procura oferecer um retrato fiel e honesto da comunidade que lhe deu origem, valorizando tanto as conquistas como as dificuldades. É esse rigor que lhe confere autenticidade e sentido.Mais do que preservar, este espaço tem como missão inspirar continuidade. Ao revisitar as práticas, os saberes e os valores de outros tempos, reforça-se o sentimento de pertença e desperta-se a responsabilidade de proteger esse legado. O ecomuseu torna-se, assim, uma ponte entre gerações — um elo que liga o que foi ao que ainda pode ser.No fundo, o Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima é uma força silenciosa mas persistente: nasce das raízes do passado, ganha forma no presente e projeta-se no futuro como guardião da identidade cultural. É um lugar onde a memória não se conserva apenas — vive, respira e continua a construir-se.

sábado, 22 de agosto de 2020

Casa Rural de Sanoane de Cima de Bucos, Localização, Enquadramento

Localização Freguesia de Bucos, Lugar de Bucos. Enquadramento Imóvel de caráter rural, inserido em propriedade privada, pertencente a Manuel Bráz. O edifício integra-se harmoniosamente na paisagem serrana envolvente, refletindo a arquitetura tradicional do território. Observações Adossados ao edifício principal encontram-se um alpendre e um palheiro. A sul destas estruturas localiza-se a eira, elemento funcional e simbólico da atividade agrícola tradicional. Cronologia e Intervenções Provável construção no século XVII. Intervenções de restauro ocorridas na segunda metade do século XVIII. Acessos O acesso ao imóvel é efetuado por arruamento interno, a partir da Estrada Municipal n.º 526. Descrição Arquitetónica Edifício de planta quadrangular, desenvolvido em dois pisos, com cobertura em telhado de quatro águas. As fachadas são construídas em alvenaria de pedra granítica, com silhares de dimensões variáveis, dispostos em aparelho irregular. As paredes apresentam remate em cornija sob beiral, sendo as juntas preenchidas com argamassa. A entrada principal localiza-se no alçado nordeste, dando acesso a uma caixa de escadas que conduz ao segundo piso. O alçado sul apresenta duas janelas no piso superior. Nos alçados interiores encontra-se a eira, reforçando a ligação funcional entre a habitação e os espaços agrícolas. Materiais e Estado de Conservação Estrutura: granito Cobertura: telha lusa Vãos: madeira e vidro O estado de conservação é considerado razoável. Cronologia Específica Séculos XVIII / XIX. FICHA DE INVENTÁRIO PATRIMONIAL Designação: Casa de Sanoane de Cima Tipologia: Arquitetura civil rural – Habitação agrícola Localização: Freguesia de Bucos Lugar de Bucos Concelho de Cabeceiras de Basto Enquadramento: Imóvel de caráter rural, inserido em propriedade privada, implantado em contexto serrano e agrícola, mantendo uma forte relação funcional com os espaços de apoio à atividade tradicional. Propriedade: Privada – Manuel Bráz Cronologia: Século XVII (provável construção) Séculos XVIII / XIX (intervenções e adaptações) Descrição: Edifício de planta quadrangular, desenvolvido em dois pisos, com cobertura em telhado de quatro águas. As fachadas são executadas em alvenaria de pedra granítica, com silhares de dimensões variáveis dispostos em aparelho irregular. As paredes são rematadas por cornija sob beiral, com juntas preenchidas por argamassa. A entrada principal localiza-se no alçado nordeste, com acesso através de caixa de escadas ao segundo piso. O alçado sul apresenta duas janelas no piso superior. Nos alçados interiores encontra-se a eira, elemento estruturante do conjunto agrícola. Adossados ao edifício principal localizam-se um alpendre e um palheiro, reforçando a função produtiva do conjunto edificado. Materiais: Estrutura: granito Cobertura: telha lusa Vãos: madeira e vidro Estado de Conservação: Razoável Acessos: Arruamento interno a partir da Estrada Municipal n.º 526. Elementos Associados: Eira, alpendre, palheiro Enquadramento Legal: Sem classificação conhecida Observações: A Casa de Sanoane de Cima constitui um exemplar representativo da arquitetura rural tradicional da região, preservando características construtivas e funcionais associadas à vivência agrícola dos séculos XVIII e XIX.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Ecomuseu Familiar da Casa de Sanoane de Cima de Bucos

REDE DE ECOMUSEUS EM PORTUGAL

Norte

Ecomuseu de Aboim da Nóbrega, Braga

Ecomuseu de Barroso, Montalegre Vila Real

Ecomuseu Terra Mater, Miranda do Douro, Bragança

Ecomuseu de São Pedro de Rates, Póvoa de Varzim

Ecomuseu Ribeira da Pena, Vale do Tâmega


Centro

Ecomuseu Salinas de Rio Maior,  Rio Maior, Santarém

Ecomuseu de Martinchel,  Abrantes, Santarém

Ecomuseu de Vildemoinhos. Viseu

Ecomuseu do Zêzere, Belmonte, Guarda

Ecomuseu Marinha da Troncalhada, Aveiro

Ecomuseu de Torredeita, Torredeita Viseu

Ecomuseu de Vila Chã de Sá, Viseu

Ecomuseu da Serra da Lousã – Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques

Lisboa

Ecomuseu Municipal do Seixal , Seixal

Alentejo

Ecomuseu de Recursos Florestais , Vendas Novas , Évora – Fundação Casa de Bragança

Ecomuseu de Redondo, Évora

Ecomuseu do Guadiana, Mértola,

Algarve

Açores

Ecomuseu da Ilha de São Jorge, Velas  Açores

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Casas Rurais de S. João Batista de Bucos

Casas Rurais de Bucos que tinham anexas uma eira e um espigueiro

Casa do Martins - Sra dos Caminhos
Casa do Freitas - Rochada
Casa do Anelho - Rochada
Casa de José - Touça
Casa dos Santos - Deveza
Casa da Pereira - Lugar
Casa do Coucieiro - Lugar
Casa da Senra - Lugar
Casa da Angustinha - Lugar
Casa do Quintas - Lugar
Casa de Cortezelas - Lugar
Casa de Sanoane de Cima - Portela
Casa do Mestre Avelino (Abelhas)- Portela
Casa de Sanoane de Baixo - Portela
Casa da Barrosã - Portela
Casa da Maria Teresa/Ramalho - Lugar
Casa do Professor - Portela

Casas Rurais que têm anexo um espigueiro e não tinham eira.

Casa do Ferreiro - Portela
Casa da Florinda - Portela
(utilizava a eira da Sr mestre Avelino)
Casa do Trigo - Touça
Casa da Clotilde - Touça
Casa da Teresa/Benardino - Deveza




quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Cartão postal de Bucos - Casa de Sanoane de Cima e seu espigueiro

O espigueiro da Casa Rural de Sanoane de Bucos é um importante testemunho da história da cultura da região e é um destino popular para turistas e visitantes, que desejam conhecer a arquitetura tradicional e a história da região. Os espigueiros da Freguesia de Bucossão estruturas tradicionais usadas para secar e armazenar o milho e outrosprodutos, são um exemplo da arquitetura vernacular da região. Eles são construidos em granito e têm uma forma retangular com uma cobertura em telhado de duas águas.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

cartão postal da Casa de Sanoane de Bucos

Este cartão postal foi criado com algumas fotos da casa de Sanoane, que representam as suas fachadas principais. Está situada, junto do cruzeiro, na Rua da Igreja, nº 37, Bucos

 Observações 
"Adossados ao edifício estão, o alpendre e o palheiro.
 A S. destes está a eira. 
Freguesia Bucos Lugar Bucos Intervenções Séc. XVIII provável construção da casa; 
Década de 00 restauro 
8252 Y Levantamento 
Acesso Arruamento interno a partir da E.M. 526
 Descrição Edifício de planta quadrada, de 2 pisos, com cobertura de telhado de 4 águas. 
Fachadas em alvenaria de pedra com silhares de dimensões variáveis, dispostos em aparelho irregular. Paredes rematadas em cornija sob beiral. 
As juntas são revestidas em argamassa. 
Entrada principal no alçado NE, com caixa de escadas até ao 2º piso. Alçado S, com 2 janelas no 2º piso. 
Nos alçados interiores, existe uma eira. "
in "docplayer"

Casa de Sanoane de Cima - datas importantes

A Casa de Sanoane de Cima de Bucos, com história que remonta a 1677, é um patrimônio cultural que reflete a riqueza histórica e cultural de Portugal. 1677 - Data provável de fundação. Neste ano, ocorre o casamento entre Simão Delgado e Margarida Francisco. 1734 - Falecimento de Margarida Francisco, membro da Casa Rural e Agrícola de Sanoane de Cima de Bucos, lembrada em memórias religiosas. 1841 - Data da primeira reconstrução e ampliação da casa, realizada por José Henriques Basto. 2008 - Data de um segundo restauro da casa, conduzido por Manuel de Oliveira Henriques Braz. "Observações Adossados ao edifício estão, o alpendre e o palheiro.
 A S. destes está a eira.
 Freguesia Bucos Lugar Bucos Intervenções Séc. XVIII provável construção da casa; 
Década de 00 restauro 
8252 Y Levantamento 
Acesso Arruamento interno a partir da E.M. 526 
Descrição Edifício de planta quadrada, de 2 pisos, com cobertura de telhado de 4 águas. 
Fachadas em alvenaria de pedra com silhares de dimensões variáveis, dispostos em aparelho irregular. Paredes rematadas em cornija sob beiral. 
As juntas são revestidas em argamassa. 
Entrada principal no alçado NE, com caixa de escadas até ao 2º piso. 
Alçado S, com 2 janelas no 2º piso. 
Nos alçados interiores, existe uma eira." 
in "docplayer"

domingo, 2 de agosto de 2020

São João Batista de Bucos

É uma Freguesia do Concelho de Cabeceiras de Basto, Distrito de Braga, situada no sopé da Serra da Cabreira.
Primeira referência encontrada em 1258 in "inquisito eclesie Sancti Salvatoris de Cabezeniis"

"BUCOS ou BUQUES"

Ambas as palavras "BUQUES ou BUCOS" se relacionam com BARCO, NAVIO, EMBARCAÇÃO.

 BUQUES – é um nome genérico que abrange vários tipos de embarcações. Veio do Latim barca, do Grego bâris, “embarcação”. 

BUCO é nome de parte de navio, largura do navio ou bojo do barco. 


Apresenta alguma razão de ser o nome BUQUES, antes de Bucos, por ser nome de lugar. 
.

Considerando a civilização Grega, uma das primeiras, é natural esta relação de existência desta toponímia..

Será? Para refletir...

El buque “Empress of the Seas”,

Bucos no Planeta Terra

O Planeta terra existe há muitos milhões de anos.
Bucos é uma pequenina parcela desse Planeta, que sempre existiu com ou sem nome.
Por esta minúscula terra e pela sua região, passaram diversas civilizações.
A civilização CELTA ocupou esta região cerca de 400 anos, século VI A.C.
Esta civilização, segundo dicionário toponímico, utilizava o nome "BUCO", que queria dizer "TRONCO"
A civilização ROMANA também passou por esta região no século I A. C, que nos deixou as calçadas e as casas de pedra de recordação e também utilizava o nome "BUCO", que queria dizer "BURACO"
Depois veio a civilização CRISTÃ.
Assim apareceu o nome de S. João Batista, grande orador e mártire.
Nessa altura, esta pequenina terra dependeu de uma comunidade  Espanhola.
No final do século I, depois de cristo, foi fundado o CONDADO PORTUCALENSE e nomeado seu administrador o CONDE D HENRIQUE, nobre e bravo cavaleiro espanhol.
O Conde D Henrique casou com D Teresa e instalou a sede do seu condado em GUIMARÃES.
Deste casamento nasceu um filho, que foi batizado de Afonso Henriques. 
Depois da morte de seu pai, AFONSO HENRIQUES se revolta e vence os Espanhóis na Batalha de S. Mamede e forma o REINO DE PORTUGAL, que se tornou independente da Espanha em 1143 pelo Tratado de Zamora.
Por volta do ano 1200, aparece pela primeira vez o nome do lugar S JOÃO BATISTA DE BUCOS, que anteriormente se poderá ter chamado BUQUES pelos Espanhóis.~

El buque “Empress of the Seas”,