quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Poema e canção🎶 Acordes de Cavaquinho (Afinação D–G–B–D)

🎶 Acordes de Cavaquinho (Afinação D–G–B–D) Formação dos acordes (● = dedo; 0 = corda solta) G (Sol maior) D | 2 B | 3 G | 2 D | 0 D (Ré maior) D | 0 B | 2 G | 2 D | 0 Em (Mi menor) D | 2 B | 3 G | 3 D | 0 C (Dó maior) D | 0 B | 1 G | 0 D | 2

Poema e canção à Casa de Sanhoane de Riba — Cifras para Guitarra

🎸 Casa de Sanhoane de Riba — Cifras para Guitarra Tom sugerido: G (Sol maior) Andamento: lento a moderado (90–100 bpm) Estilo: balada tradicional minhota, ar pastoral I G Na Rechã de Sanhoane, onde a serra abre o Dolhar, Em Ergue-se a Casa antiga que o tempo não sabe Capagar. G Cruzeiro aos seus pés dormindo, guardião do povo e Dda fé, C E a água clara da fonte diz histórias que só ela Dé que lê. Refrão G Ó Casa de Sanhoane de DRiba, memória do nosso Emchão, C Ecomuseu de família, raiz firme do Dcoração. G Entre Henriques e gerações, vai passando o mesmo Dlume: C Herança feita de pedras, que a saudade nunca Dconsome. II G Por dentro das tuas portas vive o eco de quem Dpartiu, Em Mãos antigas que moldaram o destino que ali Cfloriu. G Cada canto é uma lembrança, cada viga um testemuDnho, C Do património que cresce quando é guardado com Dorgulho. (refrão) III G Quando o vento da Cabreira sopra brando pelo Dvale, Em Parece trazer um canto que o povo nunca esquece e Cembala. G E ali, na fonte antiga, bebe a alma para ser Dviva, C Porque quem guarda a sua história, guarda a terra onde sempre Dfica. (refrão final)

Poema e canção à Casa de Sanhoane de Riba

Casa de Sanhoane de Riba I Na Rechã de Sanhoane, onde a serra abre o olhar, Ergue-se a Casa antiga que o tempo não sabe apagar. Cruzeiro aos seus pés dormindo, guardião do povo e da fé, E a água clara da fonte diz histórias que só ela é que lê. Refrão Ó Casa de Sanhoane de Riba, memória do nosso chão, Ecomuseu de família, raiz firme do coração. Entre Henriques e gerações, vai passando o mesmo lume: Herança feita de pedras, que a saudade nunca consume. II Por dentro das tuas portas vive o eco de quem partiu, Mãos antigas que moldaram o destino que ali floriu. Cada canto é uma lembrança, cada pedra um testemunho, Do património que cresce quando é guardado com orgulho. Refrão Ó Casa de Sanhoane de Riba, memória do nosso chão, Ecomuseu de família, raiz firme do coração. Entre Henriques e gerações, vai passando o mesmo lume: Herança feita de pedras, que a saudade nunca consume. III Quando o vento da Cabreira sopra brando pelo vale, Parece trazer um canto que o povo nunca esquece e embala. E ali, na fonte bendita, bebe a alma para ser viva, Porque quem guarda a sua história, guarda a terra onde sempre fica. Refrão Ó Casa de Sanhoane de Riba, és o nome do nosso lar, Património que resiste e que pede para preservar. Família Henriques contigo, lado a lado a vida inteira, És o coração de Bucos, luz antiga que nunca ceira.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

A História da Casa de Sanhoane de Riba

Uma História, uma Casa e uma Família Há casas que não são apenas paredes. São raízes abertas na terra, ancoradas no tempo, erguidas pelo labor e pela memória de quem ali viveu. A Casa de Sanhoane é uma dessas casas — não apenas pedra sobre pedra, mas um livro antigo, escrito por gerações que passaram, deixaram marcas, e seguiram adiante para que outros pudessem continuar. Dizem as memórias paroquiais que tudo começa, ou pelo menos começa a ser lembrado, com o casamento de Simão Delgado e Margarida Francisca, em 18 de junho de 1677. Ela surge descrita como “da Casa de Sanhoane”, como se a casa fosse parte do seu nome, da sua identidade, da sua própria pele. A casa já existia antes deles — talvez mais modesta, talvez mais rústica — mas é com esta união que ela entra na história escrita, que se fixa nos livros, que ganha rosto. Simão morre em 1710 — e ali as escrituras silenciam o nome da casa. Mas não o apagam. No mesmo ano aparece António Delgado, “da Casa de Sanhoane”, a continuar a linhagem, como se a casa fosse um fôlego que passava de geração para geração, sempre vivo, sempre presente. Por fora, a casa mantinha-se humilde e firme: pedra granítica, eira ampla que refletia o sol das colheitas, alpendre que acolhia conversas e descanso, e a escadaria de vinte degraus que levava ao andar superior, onde as janelas observavam o mundo com a mesma paciência de quem espera que o tempo conte a sua história. À frente, um cruzeiro, como tantos na serra, marcava a entrada — talvez um sinal de proteção, talvez um testemunho de fé, talvez apenas um ponto de encontro entre vivos e mortos, passado e futuro. A sala, virada para a eira, era o coração da casa: era ali que se partilhava o pão, as histórias, as dificuldades e as alegrias. Ali se discutiam casamentos, colheitas, invernos rigorosos, e as idas e vindas de quem procurava trabalho longe. Nos quartos, duas janelas deixavam entrar o frio da serra e a claridade dos dias. Do hall, outra janela vigiava discretamente o alvorecer sobre Bucos. Geração após geração, muitos passaram por aqueles degraus. Uns ficaram, outros partiram. Mas todos levaram consigo um pedaço da casa, e todos deixaram nela um pedaço de si. Hoje, a Casa de Sanhoane continua — não apenas na pedra, mas na memória familiar, no orgulho de quem sabe de onde veio, e no esforço de preservar o que sempre foi mais do que património: foi e é identidade.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

"Pelo S Martinho comem se castanhas e prova se o vinho" Bucos

Pelo São Martinho, as casas da aldeia enchem-se de movimento. O povo reúne-se para celebrar a tradição, assando castanhas no lume crepitante. O aroma característico mistura-se com o do vinho novo, acabado de provir da vindima. Os aldeãos aguardam com expectativa este momento, ansiosos por saborear a primeira pinga da nova colheita. É um ritual antigo que marca a passagem do tempo e a generosidade da terra. À volta das brasas, partilham-se histórias enquanto se prova o vinho, fortalecendo os laços comunitários nesta época de abundância. Pelo São Martinho, as casas da aldeia ganham nova vida e enchem-se de movimento. O povo reúne-se em torno da tradição, assando castanhas no lume crepitante, enquanto o aroma quente e reconfortante se mistura com o do vinho novo, acabado de sair da vindima.

Freguesia de Bucos, Concelho de Cabeceiras de Basto

Descubra a maravilhosa Freguesia de Bucos! Bucos, uma freguesia encantadora no concelho de Cabeceiras de Basto, aninhada no sopé da majestosa Serra da Cabreira. Esta aldeia montanhosa é um tesouro escondido. Formada pelos pitorescos lugares de Vila Boa, Carrazedo, Casares e Além do Rio, Bucos acolhe cerca de 500 habitantes num ambiente de pura autenticidade. Encante-se com as suas inúmeras casas ancestrais, cheias de histórias e tradições familiares. A sua bela Igreja Paroquial de São João Batista de Bucos é um marco de devoção e beleza arquitetónica. Uma joia rural que cativa todos os visitantes!

Eventos de Casamentos e Reuniões Familiares da Casa de Sanhoane de Riba

Que alegria mergulhar nas memórias da Casa de Sanhoane de Riba! Desde 1677, esta casa encantadora é palco de celebrações que aquecem o coração. Pelas Memórias Paroquiais da Igreja de São João Batista de Bucos, testemunhamos casamentos emocionantes e reuniões familiares inesquecíveis! As famílias Delgado,Francisco, Henriques, Oliveira, Domingues, Alvarez, Gomes, Fernandes,Basto, Vieira, Gonçalves e Braz entrelaçaram suas histórias aqui, criando uma tapeçaria de amor e tradição. Cada união, cada encontro, ecoa através dos séculos, celebrando laços que o tempo não apaga. Que legado vibrante e inspirador, uma verdadeira festa da vida que continua a brilhar!