sexta-feira, 10 de novembro de 2023
Casa de Sanoane de Bucos - Memórias Casa de Sanoane De Baixo
A família Sanoane de Baixo, com suas múltiplas uniões e migrações, revela a complexidade da vida social na época, marcada por casamentos, filhos e mudanças de residência.
José António Basto Sanoane, da Casa de Sanoane de Baixo, era o segundo de três irmãos, Aureliana e Maria Joaquina.
Casou-se com Constança do Lugar de Agra e permaneceu na Casa de Sanoane de Baixo, tendo dois filhos, Benta e Manuel.
Benta se casou com Manuel da Casa de Piornedo, onde viveu. Infelizmente, faleceu durante o parto de seu último filho, António.
Manuel, por sua vez, permaneceu solteiro e faleceu em Piornedo.
Maria Joaquina casou-se com Manuel Santos da Touça e mudou-se para a casa dos Santos, na Touça.
Aureliana casou se com o Professor Paulo Casalta.
terça-feira, 25 de julho de 2023
Memórias da Casa de Sanhoane de Bucos
A Casa de Sanoane de Riba possui uma rica história que se estende por séculos, desde a sua fundação em 1677 até a atualidade, com mudanças de nome e propriedade ao longo do tempo.
A Casa de Sanhoane de Riba foi habitada em 1677 por Simão Delgado e Margarida Francisca.
Em 1747, João Delgado casou-se com Ana Domingos, e as memórias paroquiais registam o casamento de Catarina Delgado com Manuel Henriques, o que pode indicar a alteração do nome da família de Delgado para Henriques. Ignoramos a data exata dessa mudança.
As descrições subsequentes mencionam o casamento de Domingos Henriques com Maria Alvarez, natural do Lugar de Paredes, na Freguesia de Salto.
Em 1844, é referido o casamento de António Henriques com Luiza Fernandes da Casa de Cortezelas.
Acredito que, nessa data, o nome da família desta casa seria Henriques Basto, pois o irmão de António, com o cognome Vila Nune, era pai de Joaquim Henriques Basto, que mandou construir a sepultura com grades, ainda existente no adro da Igreja de Bucos.
Em 1880, nasceu José Henriques Basto, que prosseguiu a dinastia Henriques Basto na Casa de Sanhoane de Riba e faleceu em 1953.
Em 1953, a casa passou para Custódio Henriques Braz, sobrinho de José e filho de Maria Henriques Basto, que havia se casado com Manuel Braz Junior da Casa da Pereira, por compra após a morte de sua esposa.
Em 2004, a Casa de Sanhoane de Riba passou para Manuel de Oliveira Henriques Braz, filho de Custódio, por herança.
.
segunda-feira, 22 de maio de 2023
Memórias de Bucos - Campos de Maçã - Terra das três fronteiras
A Serra ou campos de Maçã, localizada na "Terra das Três Fronteiras", é um destino natural que atraia turistas com suas paisagens únicas e ricas de história.
Os campos de Maçã são conhecidos como a "Terra das Três Fronteiras" porque fazem fronteira com as freguesias de Bucos, Salto e São Nicolau. Quando era criança, nos anos 60, eu costumava fazer caminhadas pelas montanhas e, em uma dessas ocasiões, cheguei à serra de Maçã, que é a fronteira entre as freguesias de Bucos e Salto.
Quando jovem, passei por ali, quando fui à festa de Salto, que é celebrada no dia 15 de agosto. Nesse percurso, passei por vários montes, como o Monte Picoto, a Deveza da Cova, o Iteiro Alto, a Veiga e o Iteiro Cabra. Esse caminho também era usado pelas vacas quando subiam para a Serra de Maçã todos os verões. Em alguns anos, o caminho das vacas era modificado para passar por Além do Rio, Piornedo, Fenteira, Loreirinho, Veiga, Iteiro das Cabras e pelos Campos de Maçã. Em geral, as vacas subiam para a serra em julho/agosto e desciam em outubro ou novembro.
quinta-feira, 11 de maio de 2023
Memórias de Bucos - Carrazedo de Bucos tesouro nacional
Carrazedo de Bucos, um pequeno povoado no norte de Portugal, conquistou o segundo lugar no Concurso da Aldeia Mais Portuguesa em 1938, demonstrando orgulho e tradição cultural. Sua identidade é um tesouro nacional.
Em 1938, Carrazedo de Bucos, um pequeno povoado localizado no norte de Portugal, conquistou o segundo lugar no Concurso da Aldeia Mais Portuguesa, demonstrando orgulho e tradição que caracterizam a sua identidade cultural. No dia 4 de outubro daquele ano, foi oficialmente reconhecida como a segunda melhor aldeia portuguesa, em um concurso que valorizava a riqueza cultural e a herança do país.
Parabéns, Carrazedo de Bucos!
sexta-feira, 7 de abril de 2023
Casa de Sanoane de Bucos - Memórias de Bucos - Boa Páscoa 2023
A Casa de Sanoane de Cima de Bucos, um símbolo da CRUZ DE MALTA, de acolhimento e hospitalidade, deseja a todos os habitantes da Freguesia Boa Páscoa um Ano-Novo repleto de amor, alegria e prosperidade.
sexta-feira, 3 de março de 2023
Memórias de Bucos. Açudes no Rio Porto Souto
A água é fundamental na vida das comunidades rurais do Rio Porto Souto, sendo distribuída por vários açudes que abastecem campos e propriedades.
No Rio Porto Souto, existem várias açudes que abastecem e regam os campos de várias famílias. A primeira delas, localizada no monte do Turgal, distribuía a água entre os seguintes proprietários: José do Sá (três dias de água), Manuel Braz (dois dias de água), Herdeiros de Custódio de Bento (um dia de água) e a família do Dixe de Vila Boa (um dia de água). A água era dividida igualmente entre os proprietários durante uma semana. Outro açude importante estava localizado para abastecer o moinho e os campos Regadas de Herdeiros de Maria Teresa, Albino e Artur Ramalho. Hoje, esses campos pertencem a Fernando Ramalho e Herdeiros de Manuel Ramalho. Também existia um açude na Insua, localizado perto da ponte do Rio Porto Souto, que pertencia aos Herdeiros de Manuel Casalta, conhecido como Angustinha. Um açude estava localizado no campo da Insua da Ponte, responsável por distribuir a água para os piagos, urjais e levandeiras. Outro açude importante estava localizado no início da Vessada de Bouças, abastecendo as áreas de Veiga, Vessada de Bouças e Leira Longa. Um açude estava localizado ao lado do campo galego, distribuindo a água para o lado oposto da Vessada de Bouças. Existia ainda um açude nas Vessadas, responsável por distribuir a água para a Vessada dos Santos e Vessada da Pereira. Por fim, o último açude das cambelas distribuía a água para as cambelas do José Sá e dos Santos
sábado, 17 de dezembro de 2022
Memórias de Bucos - San Johannes, Sanhoane, Sanoane, São João,
A palavra "Sanoane" remonta às origens da Casa de Sanoane de Bucos, uma linhagem nobre portuguesa que surgiu no século XIII, ou anteriormente, em terras de Portugal.
Origens da palavra Sanoane da Casa de Sanoane de Bucos, São João, San Johannes, Sanhoane.
A palavra “Sanoane” remonta às origens profundas da Casa de Sanoane de Bucos, estando associada a uma linhagem antiga que se terá afirmado em território português desde o século XIII, ou mesmo anteriormente. A designação conserva marcas claras da evolução linguística e cultural que atravessou séculos de uso contínuo, tradição oral e registo escrito.A etimologia de Sanoane parece derivar de formas arcaicas relacionadas com a invocação de São João, nome de grande difusão na Idade Média. Expressões como “San Johannes”, de raiz latina, terão sido progressivamente adaptadas à fonética popular, originando variantes como “Sanhoane”, “Sanhone” ou “São Joane”, até se fixar, no contexto local e familiar, na forma “Sanoane”. Este processo reflete a natural transformação da língua ao longo do tempo, particularmente em meios rurais, onde a oralidade desempenhou um papel determinante na consolidação dos topónimos e apelidos familiares.Mais do que uma simples designação, Sanoane representa um símbolo identitário, agregando memória, território e continuidade geracional. A palavra encerra em si a ligação entre fé, organização social medieval e afirmação de uma casa senhorial que se perpetuou através dos séculos, mantendo viva a sua presença na paisagem e na história de Bucos.Assim, o nome Casa de Sanoane de Bucos não é apenas um referente arquitetónico ou familiar, mas um testemunho linguístico e histórico que preserva ecos da formação de Portugal, da cristianização do território e da permanência das suas linhagens fundadoras.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

