sexta-feira, 6 de abril de 2018

BRAGA - SÉ CATEDRAL DE BRAGA

Sé Catedral de Braga


Segundo a tradição, a diocese bracarense foi criada no século III; mas a História só a confirma a partir do ano de 400. O actual edifício está implantado sobre uma outra construção religiosa que, possivelmente, foi a anterior catedral.
Foi com o bispo D. Pedro (1070-1093) que se iniciou a obra da actual Sé. Depois dele quase todos os seus sucessores quiseram deixar a sua marca, fosse em pequenas alterações ou em obras de vulto. O Cabido, a quem pertencia o governo da Catedral, também imitou os arcebispos nos períodos em que se verificou Sé vacante. É por essa razão que do primitivo edifício pouco mais nos resta do que a implantação e o projecto geral, além de alguns curiosos pormenores decorativos, como as duas arquivoltas da primitiva porta principal românica, lavrados com cenas da gesta medieval da Canção da Raposa.
Apresentando duas torres na fachada, o que a aproxima das grandes catedrais do românico português, foi, com o correr dos séculos, muito modificada: uma galilé de finais do século XV, fechada no século XVIII pela belíssima grade de ferro que o arcebispo D. Diogo de Sousa (1505-1532) fizera para proteger a capela-mor; e, ainda na frontaria, a grande pedra de armas do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728), a edícula e o coroamento das torres, colocados no primeiro quartel de Setecentos.
O interior, de três naves, transepto e cabeceira com cinco capelas, é profundamente austero. No período barroco abriram-se grandes janelas, transformaram-se os altares, cobriram-se de estuques e pinturas todas as paredes; a Sé tornou-se uma festa, um apelo aos sentidos. E assim se manteve até meados do século XX quando as obras realizadas pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, nas décadas de 30 e 50, restituíram o suposto prospecto medieval do templo, segundo os critérios de restauro então em voga. Excepto a capela-mor, todas as capelas da cabeceira mantiveram as alterações de arquitectura e retábulos que tinham recebido no século XVIII.
No subsolo da capela-mor conservam-se ainda vestígios arqueológicos do primitivo templo paleocristão e altomedieval. Em 1509, D. Diogo de Sousa patrocinou a construção de uma nova cabeceira, traçada pelo arquitecto João de Castilho, que ali deixou um original testemunho da arquitectura do tardo-gótico nacional, bem visível na sua belíssima abóbada de combados. Ao arcebispo ficou igualmente a dever-se um perdido retábulo de pedra e o frontal do altar, tendo sabido conservar a magnífica imagem francesa de Santa Maria de Braga, do século XIV.
O desenho das Capelas do transepto foi influenciado pelo da sacristia, tendo sido, todas elas, alteradas nos inícios do século XVIII pelo mestre pedreiro Manuel Fernandes da Silva. Deve salientar-se o revestimento azulejar da capela de São Pedro de Rates, pintado em 1715 por António de Oliveira Bernardes, com representações de cenas da vida do santo, e a finíssima talha neoclássica da Capela do Santíssimo Sacramento, bem como o seu magnífico frontal, entalhado em 1718 pelo mestre Miguel Coelho e inspirado num quadro de Rubens, o Triunfo da Igreja.
A sacristia, riscada pelo arquitecto régio João Antunes, em 1698, foi executada pelos pedreiros Pascoal Fernandes e seu filho Manuel Fernandes da Silva. A sua arquitectura foi de uma intensa novidade para a Braga daquele tempo, mas a cidade não soube continuar nessa senda, voltando facilmente para os velhos valores maneiristas.
No coro alto o cadeiral e os órgãos, de talha dourada, são obras excepcionais de concepção e execução. O cadeiral (1737) é devido ao entalhador e arquitecto portuense Miguel Francisco da Silva. As caixas dos dois órgãos (1737-1739) foram entalhadas e esculpidas por Marceliano de Araújo numa incrível profusão dos elementos mais característicos da talha joanina, abundando as figuras esculturadas, sátiros e golfinhos. A parte mecânica ficou a dever-se ao mestre organeiro galego Frei Simão Fontanes. Todo o conjunto é dominado pelos Esponsais da Virgem, composição fresquista pintada na mesma campanha de obras por Manuel Furtado de Mendonça.
O claustro data dos inícios do século XIX; está no lugar de um outro, gótico, que ameaçava ruína em finais de Setecentos. Estabelece ligação com o Tesouro da Sé e com as Capelas de D. Lourenço Vicente, do nome do arcebispo que a reconstruiu – também conhecida por Capela dos Reis – e de Nossa Senhora da Piedade. Na primeira, de estilo gótico, além do túmulo do arcebispo, guardam-se os túmulos dos condes D. Henrique e D. Teresa.
Na Capela de Nossa Senhora da Piedade, fundada por D. Diogo de Sousa em 1513, guarda-se o túmulo do prelado, obra de artista coimbrão desconhecido, talvez o mesmo que lavrou os túmulos dos pais de D. Afonso Henriques, dispostos na capela anterior. A imagem original da Senhora do Leite, obra de outro artista coimbrão, o desconhecido Mestre dos Túmulos Reais, está agora aqui recolhida. E merecem ainda atenção alguns dos retábulos, como o de Nossa Senhora da Boa Memória, em estilo rococó.
Junto à porta lateral que dá para a Rua do Souto localiza-se o Claustro de Santo Amaro, onde subsiste um absidíolo, talvez pertencente ao projecto original da Sé, cuja abóbada está coberta por uma pintura dos finais do século XV.
Outras duas capelas, de implantação autónoma, fazem ainda parte do conjunto monumental. A Capela de São Geraldo foi inicialmente construída no século XII. Sofreu as mais variadas alterações, sobretudo no período barroco, tendo sido a sua fachada totalmente refeita durante a grande campanha de restauro dos anos 40. O espaço interior, remodelado pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que aqui colocou o seu túmulo, tem as paredes recobertas de azulejos, atribuíveis a António de Oliveira Bernardes.
A Capela da Glória é obra do arcebispo D. Gonçalo Pereira (1236-1248). As paredes laterais ostentam uma decoração geométrica organizada em enormes quadrados, sem dúvida um dos mais antigos testemunhos de pintura a fresco, subsistentes entre nós. O túmulo do arcebispo, aqui colocado, foi contratado, em 1334, pelo coimbrão Mestre Pero e pelo lisboeta Telo Garcia.
Ao lado da Catedral, com acesso a partir do claustro, encontra-se o Tesouro da Sé, criado em 25 de Março de 1930, o qual recolhe múltiplas peças reunidas ao longo dos tempos.

BRAGA





Braga é uma cidade, sede de concelho e distrito, das mais antigas e bonitas de Portugal, sendo igualmente uma das cidades cristãs mais antigas de todo o mundo, e um dos mais importantes centros religiosos do País.

Baptizada pelos Romanos de Bracara Augusta, sendo na altura a maior cidade em território hoje Português, é igualmente conhecida hoje em dia pela “Cidade dos Arcebispos” ou mesmo pela “Roma Portuguesa”. Património Religioso no virar de cada esquina, nas ruas históricas de Braga testemunha-se o fervor religioso ao longo dos séculos, traduzido em bonitos monumentos que tanto a enriquecem, com destaque para a Sé de Braga, a mais antiga do País.

Braga foi igualmente apelidada de “Cidade Barroca” pela sua riqueza patrimonial, de tantos edifícios decorados no século XVIII, que a transformaram num dos mais importantes pólos artísticos do País na época.

A não perder são os Santuários que circundam a cidade e a povoam de fiéis e peregrinos. São eles O Santuário do Bom Jesus, do Sameiro e da Falperra, visitas obrigatórias nesta região Bracarense.

Belos e elaborados jardins, elegantes casas senhoriais e palacetes e todo este legado barroco conferem a Braga uma imagem única, característica da região Minhota. O Verde governa a paisagem circundante, com o Parque Nacional da Peneda-Gerês mesmo no seu encalce.

Braga é igualmente considerada uma das cidades com maior indíce de população jovem do País, conferindo-lhe uma animação muito própria e única, ao que muito ajudam as Universidades aqui existentes.

Um Património estimado e preservado, um orgulho muito próprio na sua grandiosa história, todo um fervor eclesiástico, variedade de Museus, grande oferta hoteleira e de restauração, lojas inovadoras, uma variada e tradicional gastronomia minhota e um espírito juvenil conferem a Braga uma ambiência única, decorada pelo bonito verde das serras Minhotas.

Retirado de Guia da Cidade

sexta-feira, 30 de março de 2018

BUCOS É NATUREZA


Bucos é um lugar onde a natureza se impõe com serenidade e verdade. Situada no concelho de Cabeceiras de Basto, no sopé da Serra da Cabreira, esta freguesia serrana é moldada pelo relevo, pelos campos verdes, pelos bosques e pelas linhas de água que descem da serra. Aqui, o ritmo da vida acompanha o ritmo da terra, das estações e do trabalho agrícola, numa relação antiga e respeitosa entre o homem e o meio natural. É neste cenário que se insere a Casa de Sanoane de Cima, profundamente ligada à paisagem que a envolve. Mais do que uma construção rural, a casa é parte integrante da natureza de Bucos. Os seus muros de pedra, os caminhos, a eira, o canastro, a fonte e as árvores centenárias testemunham uma convivência harmoniosa entre habitação, agricultura e ambiente. Cada elemento foi pensado para responder às necessidades do quotidiano rural, aproveitando os recursos naturais com equilíbrio e sabedoria. A água, presença constante, nasce nas encostas da serra e chega à casa através de fontes e tanques, alimentando campos, hortas e memórias. As sombras da figueira, o silêncio dos montes e o ar puro da Cabreira criam um ambiente de recolhimento e continuidade, onde o passado permanece vivo. Bucos e a Casa de Sanoane de Cima são, assim, expressão de uma natureza habitada: uma paisagem cultural onde o território, a arquitetura e a vida rural formam um todo inseparável. Aqui, a natureza não é apenas cenário, mas identidade, memória e herança viva.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Será que deve ser cortada?

A OLIVEIRA CENTENÁRIA DO MEU QUINTAL



A OLIVEIRA
DO QUINTAL DA CASA DE SANOANE DE BUCOS


Desta árvore obtemos o azeite, a azeitona e as folhas.


O azeite é um dos melhores hidratantes para a pele. Pesquisas mostram suas propriedades anticancerígenas com resultados muito positivos. Na antiga Grécia as pessoas se banhavam em azeite de oliva. Agora sabemos que o Azeite tem 4 tipos diferentes de antioxidantes, que ajudam a proteger a pele contra o câncer e o envelhecimento.  A azeitona tem acido Linoleic, que é um componente da pele e a protege quando ocorre perda de água. Se há deficiência em acido linoleic na pele, ocorrerá muito mais perda de água, o que provocará câncer de pele. O acido linoleic não é fabricado pelo corpo, então tem que ser aplicado localmente em forma de creme ou loção, ou até mesmo ingerido. 


O fruto (azeitona) é apreciado mundialmente na alimentação, em diversos pratos, dando sabor, aroma e cor.

O chá das Folhas de Oliveira têm sido usado desde os tempos antigos com propósitos medicinais, e novas pesquisas mostram que tem propriedades antibacterianas, antiinflamatórias, antioxidantes, combatem o colesterol, controlam hipertensão e combatem radicais livres (anti-envelhecimento).

Pesquisas realizadas pela Universidade Metodista de Piracicaba descobriram que os elementos presentes nas folhas de oliveira possuem um alto poder oxidante e ajudam o metabolismo a queimar gordura.
As folhas de oliveira possuem 4 vezes mais cobre, fósforo, magnésio, manganês, selênio e zinco, comparado ao chá verde. Ainda são ricas em ácidos graxos ômega 3, 6 e 9 e em vitaminas A, E, B1, B2, B3 e B6.

As folhas da árvore de azeitona ajudam na eliminação da gordura abdominal e por isso são recomendadas como auxiliar em regimes de emagrecimento, no entanto é imprescindível uma alimentação saudável e exercícios físicos

domingo, 2 de abril de 2017


ÁRVORES DE FRUTA EM BUCOS

Será que devem ser cortadas?





ÁRVORES DE FRUTA

Será que devem ser cortadas?


Plantação de árvores frutíferas 
 Benefícios à saúde 

Árvores de fruta do quintal da Casa Rural de Sanoane de Bucos


Plante Arvores frutiferas e sinta a melhoria da qualidade de vida ou o lazer.
O castanheiro

O pomar tem seu lugar e sua necessidade numa propriedade rural.
O cultivo de fruteiras é de grande importância para a melhoria da qualidade da alimentação e, consequentemente, para a melhoria da saúde das famílias. 

A figueira


E por assim ser, a importância das frutas na alimentação é conhecida e desejada por todos.
A pereira



“Comer frutas e hortaliças é indispensável para a manutenção de uma boa saúde, em virtude do fornecimento de calorias, carboidratos, vitaminas, minerais e, até mesmo, de proteínas”, afirma o professor Dalmo Lopes de Siqueira, do curso Produção Comercial de Frutas em Pequenas Áreas, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

sexta-feira, 16 de março de 2018

GUERRA POR DIVISÃO DE ÁGUA

Tenta matar vizinho em guerra por água Divisão de regadio era motivo de constantes discussões entre os dois agricultores.

Por Fátima Vilaça| 09.12.17 

Homicídio tentado está a ser julgado no Tribunal de Guimarães.


Arguido, de 57 anos, está em liberdade CMTV 162 0

Convencido de que o vizinho com quem partilhava a posse de água de rega, na freguesia de Bucos, em Cabeceiras de Basto, tinha desviado o regadio para os seus terrenos antes da hora prevista, António Rodrigues confrontou o agricultor.

 Tenta matar vizinho em guerra por água Divisão de regadio era motivo de constantes discussões entre os dois agricultores. 

Sem pensar duas vezes, Eduardo Gonçalves avançou sobre o vizinho de enxada na mão e desferiu-lhe dois golpes. Primeiro atingiu António Rodrigues no abdómen, com o cabo da ferramenta e depois desferiu-lhe uma pancada na cabeça com a parte metálica da enxada.44 Fugiu do local com a enxada na mão e deixou o agricultor, de 59 anos, a esvair-se em sangue. 

O agressor, de 57 anos, está agora a ser julgado no Tribunal de Guimarães. Responde por um crime de homicídio na forma tentada. Os factos remontam ao dia 19 de junho do ano passado, nuns terrenos agrícolas conhecidos como ‘Milhera’. As desavenças entre os dois homens eram já conhecidas e existiam até queixas nas autoridades por ameaças de morte de Eduardo Gonçalves, contra o vizinho António Rodrigues. 

No dia do crime, cerca das 19h30, a discussão subiu de tom. Eduardo não gostou das acusações feitas pelo vizinho e agrediu-o com intenção de o matar, o que só não aconteceu, refere a acusação, "por mero acaso e por factos alheios à intenção do arguido". 

Após o ataque, Eduardo Gonçalves refugiou-se em casa e não abriu a porta à GNR. Foi detido no dia seguinte por inspetores da PJ de Braga.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/tenta-matar-vizinho-em-guerra-por-agua

quarta-feira, 14 de março de 2018

A AMIZADE É A VIDA


A AMIZADE É A VIDA




domingo, 11 de março de 2018

Bucos, noutros tempos


A calçada antiga, os muros, o rego da água
como eu a conheci nos anos 1950

O forno, o pão, uma atividade artesanal, de ontem e de hoje.