terça-feira, 12 de maio de 2026

Memórias de um Embaixador de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.Na Suíça — Cidade de Neuchâtel

Ser Embaixador de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, na cidade de Neuchâtel, representou muito mais do que um título simbólico. Foi uma missão de coração, de identidade e de orgulho pelas raízes portuguesas e vimaranenses além-fronteiras.O ano de 2012 ficará para sempre gravado na memória coletiva de Portugal e, em particular, de Guimarães, berço da nação portuguesa, que assumiu perante a Europa o papel de Capital Europeia da Cultura. Esse acontecimento levou a cultura portuguesa a ultrapassar limites geográficos, aproximando povos, comunidades emigrantes e diferentes gerações.Na Suíça, especialmente em Neuchâtel, onde vive uma significativa comunidade portuguesa, o papel de embaixador tornou-se uma ponte entre a terra de origem e o país de acolhimento. Através de encontros culturais, convívios, apresentações e momentos de partilha, promoveu-se a história, a tradição, a música, o folclore, a gastronomia e os valores humanos que caracterizam o povo português.Cada iniciativa realizada despertava emoções especiais entre os emigrantes. Muitos reviviam recordações da infância, das aldeias, das festas populares e das tradições deixadas para trás quando partiram em busca de uma vida melhor. Guimarães 2012 serviu, assim, como reencontro com a identidade e como motivo de orgulho nacional.Ser embaixador foi também testemunhar a força da cultura como elemento de união. Portugueses, suíços e cidadãos de outras nacionalidades participaram em atividades que mostraram a riqueza cultural de Portugal, reforçando laços de amizade e respeito entre comunidades.As memórias desses momentos permanecem vivas: os rostos emocionados, os aplausos sinceros, os encontros marcados pela fraternidade e o sentimento profundo de representar Guimarães e Portugal em terras suíças. Foi uma experiência de enorme dignidade, responsabilidade e gratidão.Hoje, ao recordar esse percurso, permanece a certeza de que a cultura aproxima pessoas, preserva identidades e deixa marcas eternas na memória de quem viveu intensamente esse tempo único da história de Guimarães e da comunidade portuguesa em Neuchâtel.

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