terça-feira, 21 de dezembro de 2021
Memórias de Bucos - Custódio Henriques Braz
A vida de um herói é contada em gerações, onde cada um de nós é um elo que conecta o passado ao futuro, como foi o caso de Custódio Braz, um homem de grande legado.
Nascido na Casa da Pereira em 31 de maio de 1920, faleceu em 13 de agosto de 1980.
Seus pais eram Manuel Braz Junior e Maria Henriques Basto.
Seus avós paternos eram Manuel Braz da Casa do Celeiro e Maria Custódia Gomes da Casa da Pereira.
Seus avós maternos eram António Henriques Basto (1837-1908) e Luiza Fernandes da Casa de Cortezelas.
Seus bisavôs maternos eram Maria Gomes da Casa da Pereira e Domingos Henriques da Casa de Sanoane de Cima.
Casado em 1945 com Ana de Oliveira Urjais, tendo deixado seis descendentes: Maria Alice, Manuel, Albano, José, Fernando e Alda.
Memórias de Bucos - Maria Henriques Basto ou Bastos
A vida de Maria Henriques Basto, uma mulher de linhagem familiar, foi marcada por um destino complexo de nascimento, casamento e descendência em Portugal no século XX.
Nasceu na Casa de Sanoane de Cima, por volta de 1880, e faleceu na Casa da Pereira por volta de 1950. Casou com Manuel Braz Junior da Casa da Pereira. Do casamento nasceram onze filhos. Dez morreram próximo da nascença. Vingou o filho Custódio Henriques Braz, que nasceu em 31.05.1920 e faleceu em 13.08.1980, na Casa da Pereira. Manuel Braz Junior, marido de Maria Henriques Basto faleceu em 1933, na Ordem da Terceira, no Porto, quando Custódio tinha 13 anos.
Maria Henriques Basto era filha de António Henriques Basto ou Bastos, da Casa de Sanoane de Cima e de Luiza Fernandes da Casa de Cortezelas.
Tinha uma irmã chamada Joaquina, que casou para as Casas Debaixo, em Teixugueiras, um irmão chamado José, que viveu na Casa de Sanoane de Cima, casou com Maria Vieira da Casa de José e faleceu em 1953. Dois irmãos que emigraram para o Brasil, Berbardino e Joaquim. Um meio irmão chamado Avelino, que casou para a Casa de Piornedo, mais velho.
Seus avós Domingos Henriques da Casa de Sanoane de Cima e Maria Gomes da Casa da Pereira.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
Memórias de Bucos - Ana de Oliveira Urjais
Ana de Oliveira Urjais, uma vida repleta de amor e família, desde a Touça até a Casa da Pereira, legando memória e amor a gerações futuras.
Ana de Oliveira Urjais nasceu na Touça, em 11 de novembro de 1922, e faleceu na Casa da Pereira, em 30 de julho de 2010.
Era filha de Joaquina Fernandes Basto e de António Francisco Oliveira Urjais, conhecido como "Anelho". Em 1945, casou-se com Custódio Henriques Bráz da Casa da Pereira.
Deste matrimônio nasceram seis filhos: Maria Alice de Oliveira Henriques Brás (22 de dezembro de 1945), Manuel de Oliveira Henriques Brás (7 de março de 1947), Albano de Oliveira Henriques Brás (12 de setembro de 1949), José de Oliveira Henriques Brás (18 de outubro de 1952), que faleceu em 13 de agosto de 1983, Fernando Antonio de Oliveira Henriques Brás (7 de dezembro de 1958) e Alda Maria de Oliveira Henriques Brás.
Eram avós de Ana Benardino Francisco Oliveira Urjais e Albina Gonçalves, da Casa de Urjais de Além do Rio.
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Bucos - Cartão postal
Este cartão postal de Bucos transporta-nos para a essência da vida rural da freguesia. Em primeiro plano, o canastro, símbolo maior da economia agrícola tradicional, ergue-se como guardião do milho e da subsistência das famílias, testemunhando saberes antigos transmitidos de geração em geração.
Junto a ele, uma vaca, presença constante na paisagem serrana, representa a importância da pecuária no quotidiano local, ligada ao trabalho da terra, ao sustento e ao ritmo das estações. Ao fundo, o cruzeiro, marco de fé e devoção popular, confere ao cenário um carácter espiritual e identitário, lembrando a proteção divina invocada pelos habitantes ao longo dos tempos.
Este postal não é apenas uma imagem; é um retrato fiel de Bucos, onde natureza, trabalho e crença se entrelaçam, preservando a memória de um modo de vida simples, profundo e enraizado na tradição.
Memórias de Bucos - Manuel Braz
Manuel Braz e o Jogo do Pau de Bucos
No largo da Rechada, sob a orientação do Mestre Ernesto dos Santos, aprendi todos os movimentos e técnicas dos jogos praticados pelo grupo do Jogo do Pau. Foi ali que me iniciei e aprofundei no jogo da cruz, no contra-jogo, no jogo do meio, no jogo da cruz a quatro, nas pancadas na cabeça e no jogo do ladeado, absorvendo não apenas a técnica, mas também o respeito, a disciplina e o espírito coletivo que caracterizam esta arte tradicional.
Por ter vivido fora da freguesia durante largos períodos, nunca cheguei a integrar formalmente os grupos de Jogo do Pau que se foram formando ao longo dos anos em Bucos. Ainda assim, quando me foi possível, fiz uma aprendizagem intensiva, com o objetivo claro de me tornar um elemento capaz e digno do grupo do Jogo do Pau de Bucos.
Os treinos seguiam uma sequência bem definida. Ao chegarmos ao largo da Rechada, iniciávamos com o jogo da cruz individual, como forma de aquecimento e domínio do pau. Seguiam-se o contra-jogo e as pancadas na cabeça, praticados por dois jogadores, onde se testavam a rapidez, a defesa e o controlo. Depois, passávamos ao jogo do meio, envolvendo três jogadores, exigindo maior atenção e coordenação.
O jogo da cruz com quatro ou cinco jogadores realizava-se com os paus cruzados ao centro da roda, criando uma dinâmica coletiva marcada pela precisão e pelo ritmo. Por fim, encerrávamos com o ladeado, jogado com todos os participantes em roda e, consoante o número de jogadores, um ou dois no interior, num exercício de grande destreza, concentração e respeito mútuo.
Estas aprendizagens, vividas no largo da Rechada, ficaram gravadas como parte essencial da minha ligação à tradição do Jogo do Pau e à memória viva de Bucos.
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